Mas mesmo com as diversas plataformas e selos, é importante manter uma perspectiva crítica. Eles ainda consideram apenas uma parte da realidade e não abrangem todos os critérios de sustentabilidade social e ambiental em toda a cadeia de suprimentos. Compreender esses critérios é crucial para avaliar as limitações das recomendações feitas por plataformas ou selos. Até o momento, nenhuma marca produz suas roupas de forma 100 % social e ambientalmente sustentável, e nenhum selo avalia toda a cadeia de suprimentos de forma abrangente e confiável; sem essa avaliação completa, é impossível garantir uma produção verdadeiramente sustentável.
Atualmente, a Fair Wear Foundation é a organização com maior conhecimento em questões de padrões sociais. Sua abordagem para a melhoria das condições de trabalho nas fábricas é uma das mais abrangentes, mas ainda não exige que seus membros paguem sistematicamente um salário digno.
Nosso folheto intitulado ” Como se orientar na selva de rótulos ” apresenta uma análise aprofundada dos principais rótulos e uma visão geral dos critérios sociais e ecológicos da sustentabilidade.
E se comprássemos menos roupas? Em média, uma pessoa compra 40% mais roupas do que há 15 anos e as mantém por metade do tempo (fonte: ADEME). Os belgas, segundo relatos, descartam 15 quilos de roupas, ou 60 peças por pessoa por ano (o pior índice da Europa!) (fonte: Gondola). Até 2050, o setor têxtil poderá ser responsável por até 26% das emissões globais de gases de efeito estufa, caso as tendências de consumo atuais se mantenham (fonte: ADEME). Compramos rápido demais, às vezes sem necessidade. E se mudássemos?